Digite o que procura

Quem vai viajar no Carnaval deve ficar atento a segurança da casa

Você está aqui:
Imagem retirada de http://atarde.uol.com.br/imoveis/noticias/1931342-quem-vai-viajar-no-carnaval-deve-ficar-atento-a-seguranca-da-casa Imagem retirada de http://atarde.uol.com.br/imoveis/noticias/1931342-quem-vai-viajar-no-carnaval-deve-ficar-atento-a-seguranca-da-casa

A organização das malas e da rota de viagem não pode ser a única preocupação para quem pretende viajar no período de férias e Carnaval. No caso da residência ficar por um longo período vazia, os cuidados com a segurança são primordiais, pois os criminosos aproveitam a falta de moradores para invadir e furtar objetos.

Antes de viajar e deixar o apartamento desocupado, a engenheira de segurança Elaine Passos, moradora do condomínio Morada Alto do Imbuí, informa para a portaria que o seu apartamento vai ficar desocupado por um determinado tempo. A ação visa trazer mais segurança para o imóvel, localizado no Imbuí.

“Deixo a portaria ciente do tempo que vou ficar fora e informo o número do meu celular. Caso algum funcionário note algo fora do comum ou a ação de um criminoso, sou alertada do lugar onde estiver. Isso me traz mais tranquilidade para viajar”, conta Elaine.

Dentro do imóvel, a engenheira retira os aparelhos eletrônicos das tomadas, medida que evita danos aos objetos e até curto-circuitos, além de luzes acesas que indiquem que o apartamento está inabitado.

De olho no imóvel
A ideia de manter uma pessoa de olho no imóvel não deve ser adotada apenas por quem reside em condomínios. Para Uziel Duplat, diretor-superintendente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado da Bahia (Sindesp-Ba), quem mora em imóveis fora de condomínios deve contar com os vizinhos.

“É importante ter um bom relacionamento com vizinhos. Eles podem observar se o imóvel tem sinais de arrombamento ou dano, além de recolher as cartas da caixa de correspondência. Para quem vai viajar, não é aconselhável acumular correspondências, pois é um sinal claro de que não tem morador no local para recebê-las”, explica Duplat.

Diante da ideia de trabalhar com a discrição, não deixar a luz da casa acesa é outra estratégia para evitar que o criminoso note que o local se encontra desocupado, dedução feita pelo fato da iluminação não ser desligada ao longo do dia, ressalta Duplat.

No caso em que o morador tem um cão responsável por fazer a guarda do imóvel, Duplat reforça que o animal precisa ser bem alimentado, a fim de evitar que faça a ingestão de substâncias venenosas ou calmantes.

Para o capitão Bruno Ramos, da Polícia Militar da Bahia, a pessoa que vai passar um período fora da residência deve informar que o lugar vai ficar vazio para a unidade policial da região. A medida faz com que sejam realizadas rondas na área próxima do imóvel.

“A invasão residencial é feita de forma dissimulada, após um período de observação da rotina do morador. É importante olhar se portas, janelas e demais acessos do local estão trancados. Feito isso, é possível deixar a unidade policial informada da desocupação e solicitar a realização de rondas nas proximidades da casa”, diz Ramos.

Acrescida as ações preventivas, a tecnologia entra em cena. Existem aparelhos de segurança no mercado como os sistemas de alarmes, cercas e monitoramento por câmeras. Eles são instalados no imóvel com o objetivo de inibir a atuação de criminosos.

“Hoje existem equipamentos que permitem acompanhar o seu imóvel onde você estiver, através de câmeras de segurança e sensores de presença. Estes sistemas estão cada vez mais baratos e fáceis de serem instalados. É possível montar um sistema com quatro câmeras por cerca de R$ 1,6 mil. Já encontrei sistema de R$ 1 mil”, conta Paulo Santana, técnico da Passeg Segurança Eletrônica.

fonte: A Tarde